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A História da Desilu l Lucy e Seu Significado na Sociedade l Contato
I Love Lucy: Seu Surgimento e Seu Significado para a TV
O enredo de uns dos seriados de maior sucesso na história da TV girava em torno do casal Ricky e Lucy Ricardo. Ele, um chefe de orquestra cubano, ela, uma dona-de-casa que deseja para si tanto ou mais sucesso artístico como o do marido; e para alcançar tal objetivo é capaz das mais malucas armações. A maioria dos episódios retratam as tentativas de Lucy de entrar no show business. O resto dos episódios mostram situações relacionadas ao dia-a-dia do casal e ao filho Ricky Ricardo Jr. Também, na maioria absoluta dos episódios, estão envolvidos nas estórias o casal Fred e Ethel Mertz, que são os vizinhos, os senhorios e os melhores amigos de Lucy e Ricky. Eles são antigos artistas de vaudeville e também não perdem uma oportunidade de tentar para voltar para o meio artístico, apoiando Lucy em diversas armações.
A série era estrelada por Lucille Ball e Desi Arnaz, que também era casados na vida real; e como seus vizinhos tínhamos os excelentes Vivian Vance e William Frawley, que na vida real não se suportavam. O filho de Lucy e Ricky era vivido por Keith Thibodeaux, que nunca teve seu nome exibido nos créditos. A série era produzida pela Desilu Productions, de propriedade de Lucille e Desi. Entre os diretores da série estava William Asher, que viria a ser produtor e diretor de A Feiticeira.
O seriado estreou da rede
americana CBS em 15 de outubro de 1951, trazendo inúmeras inovações que até
hoje persistem como regra na produção de seriados. Por exemplo, até então a
maioria das sitcoms eram exibidas ao vivo, filmadas por uma única câmera e sem
a presença de um público. Mas, chegou I L
ove
Lucy e contrariou todas as regras. Lucy e Desi não queriam mudar-se de Los
Angeles para Nova Iorque, que era onde se localizava o público alvo do
patrocinador do programa, que eram os cigarros Phillip Morris (aliás, era por
isso todos apareciam fumando com freqüência na série). Decidiu-se, então,
filmar a série em película de 35 mm, o que praticamente não se via na TV
pelos altos custos não só de filmagem, mas de instalação, já que era
necessário um estúdio de cinema. A iluminação também era um ponto
essencial, devido ao fato de muitos aparelhos de TV terem má definição, e
não se esqueçam que a TV ainda era em preto e branco nessa época.
Outro ponto em que Lucy insistiu foi na presença de um público na gravação, pois isso era importante para que ela se sentisse à vontade para improvisar, pois percebia a reação do público na mesma hora. Muitos foram contra essa vontade dela, mas Lucy tinha o apoio de Harry Ackerman, executivo da CBS, e assim ficou decidido que a série seria gravada por três câmeras, e na seqüência, como em um teatro. Só haviam cortes entre as cenas se alguém errasse ou surgisse algum problema técnico. Por isso é que muitas vezes podemos acompanhar Lucy saindo da cozinha e indo até o quarto, com a câmera deslizando e "passando pelas paredes".
Para comportar a presença de um público, foi necessária uma reforma completa em um estúdio alugado pela CBS e pela Desilu. Foi construída uma arquibancada para abrigar cerca de 300 pessoas por gravação. Cada episódio levava 4 dias para ser filmado, entre leitura de texto, e ensaios de iluminação e vestuário, entre outros aspectos técnicos. O público porém, só acompanhava o último dia de gravações, que era "pra valer".
Apesar de o enredo da série não ser totalmente inédito, a incrível combinação de atores e roteiristas extremamente talentosos criou um marco na TV americana e mundial. Desde sua estréia, há 50 anos, provavelmente não passou um dia sem que um de seus 179 episódios tenham sido exibidos em um algum canto do mundo.
Fontes: Livro Sitcom: Definição e História
Vários sites da Internet (vide seção de Links)
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